Ser pai hoje parece um campo minado. Você se preocupa com notas, grupos de amigos, vício em telas e a sombra cada vez maior do abuso de substâncias. A erva está nessa lista. Costumava parecer um ruído de fundo, uma pequena rebelião. Então um novo estudo foi publicado.
Publicado no JAMA Health Forum, ele muda a conversa.
Os dados são surpreendentes. Os pesquisadores acompanharam mais de 463.093 adolescentes. Eles os rastrearam desde os 13 anos até os vinte e poucos anos. O resultado? Os adolescentes que admitiram ter consumido cannabis num período de 12 meses enfrentaram um risco significativamente maior de distúrbios mentais graves mais tarde na vida. Estamos falando de transtorno bipolar. Depressão. Ansiedade. Transtornos psicóticos.
Para aqueles que usaram cannabis, o risco de transtornos bipolares e psicóticos praticamente dobrou.
Dobro.
O problema da potência é real
Os pais da geração Y podem se lembrar das campanhas “Acima da Influência”. Você conhece qual. O adolescente derretendo no sofá, virando uma poça. Parecia um desenho animado. Exagerado.
Essa era acabou. A erva que conhecemos agora não é a erva da década de 1990. É quimicamente distinto. Mais potente. Mais perigoso.
Na Califórnia, os níveis médios de THC nas flores ultrapassaram os 20%. Comestíveis? Concentrados? Eles podem atingir 95%. O cérebro está se desenvolvendo rapidamente até meados dos 20 anos. Injetar tanto THC em um canteiro de obras é um negócio arriscado. E, no entanto, é a droga ilícita mais usada entre os adolescentes dos EUA. Oito por cento dos alunos da oitava série relatam o uso. No último ano, esse número salta para 26%.
Quase um terço dos alunos do ensino médio.
A janela de dois anos
O tempo é importante. O estudo destaca uma janela específica de preocupação. Os adolescentes relataram consumir cannabis em média 1,7 a 2 anos antes de receberem um diagnóstico psiquiátrico. Isso não é apenas correlação. A linha do tempo sugere causalidade. O uso de cannabis contribui ativamente para doenças mentais.
Faz diferença se eles fumam apenas uma vez por semana? Sim. O estudo analisou qualquer uso auto-relatado no ano passado. Eles ajustaram para outras substâncias. Eles controlaram problemas anteriores de saúde mental. O risco permaneceu elevado. Não eram apenas os fumantes diários inveterados. Até o uso casual tinha peso.
Por que isso acontece? Os cientistas suspeitam que o THC perturba o sistema endocanabinoide em desenvolvimento. Isso mexe com os neurotransmissores. O cérebro ainda não terminou de construir sua fiação. Interfira nesse processo e você poderá alterar o projeto.
“As evidências apontam cada vez mais para a necessidade de uma resposta urgente de saúde pública… tratar o uso de cannabis pelos adolescentes como um problema de saúde sério e não como um comportamento benigno.” – Dra.
Quebrando o Silêncio
Você não pode monitorar seu filho adolescente 24 horas por dia, 7 dias por semana. Eles encontrarão maneiras de consegui-lo. O objetivo não é vigilância. É conversa.
A Dra. Lynn Silver, co-autora do estudo, defende uma mudança de perspectiva. Pare de chamar isso de fase. Pare de tratar isso como um rito de passagem. Veja isso como um grande problema de saúde.
Os pais precisam ter conversas estranhas. Os desconfortáveis. Dê aos adolescentes os fatos sobre o THC de alta potência. Explique o que acontece com um cérebro em desenvolvimento. Mantenha as linhas abertas para que eles cheguem até você antes de irem ao revendedor.
As apostas mudaram. Os produtos mudaram. O risco é real. Como você vai falar sobre isso?



























